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A volta por cima

Três anos depois de se ver forçada a abandonar as quadras, a bela tenista, que disputou duas Olimpíadas, em Atlanta/1996 e Sidney/2000, além de ter posado para a capa da revista 'Playboy', se dedica a estudar Jornalismo e a ensinar tênis para as crianças de baixa renda

Na tranqüilidade da casa onde mora sua família, em Jundiaí, a tenista Vanessa Menga, 29 anos, lembra bem de sua última partida em um torneio internacional de duplas, em Nápoles, na Itália, em maio de 2003. O jogo aconteceu um mês antes do acidente de moto na cidade italiana, que limitou seus movimentos e a afastou definitivamente das quadras.

"Fiquei oito meses imobilizada [fraturou o úmero e a clavícula]. Foi o momento mais difícil da minha carreira, mas consegui superar", lembra. Na época, Vanessa perdeu o chão. Na volta ao Brasil, entrou em depressão. Mas encontrou forças para vislumbrar novos horizontes.

O saque certeiro de Vanessa Menga
Três anos depois de abandonar as quadras de tênis, a sacada de Vanessa Menga agora é outra.

Em novas frentes de ação, a bela tenista que hoje mora em São Paulo e foi capa da revista "Playboy" em 2001, se dedica a estudar Jornalismo - atuou como comentarista de tênis na TV Bandeirantes, e agora afirma ter propostas de duas emissoras para trabalhar - e a ensinar tênis a crianças de baixa renda de escolas da rede pública de ensino.

O programa, uma iniciativa do Instituto Brilho Brasileiro, criado por ela em 2003, oferece atividades de tênis e recreação a 100 meninos de 6 a 10 anos na Fundação José Gaspar, em Jundiaí.

A ação também acontece em São Paulo, onde o instituto tem uma parceria com a ONG Cidade Escola Aprendiz. Lá, são atendidas 150 crianças de 4 a 15 anos, que recebem aulas de tênis e ensinamentos teóricos de algumas disciplinas. A idéia é formar menores aprendizes.

"Esse ano atendemos menos crianças por falta de apoio das empresas. Mas a idéia é chegar a 1000 crianças", diz a tenista.

Em 2007, uma nova parceria promete fazer com que seus objetivos sejam ampliados.

O instituto e a ONG Jucip (Juventude Cívico Poaense) unirão forças para dar capacitação profissional e noções do esporte a outros jovens de baixa renda, no projeto Tênis in Play. "Queremos que o jovem aprendiz possa trabalhar", justifica a tenista.

13 anos
Os 13 anos em que disputou o circuito profissional de tênis rendem muitas lembranças a Vanessa. Seu currículo não deixa mentir. A tenista medalha de ouro no Pan-Americano de Winnipeg (1999) conquistou 70 títulos entre duplas e simples. E jogou nada menos do que dus Olimpíadas: Atlanta, em 1996 (fez dupla com Miriam D'Agostini), e Sidney, em 2000 (com Joana Cortez).

Teve outros resultados importantes. Chegou às oitavas de final do torneio de Roland Garros, na França, e venceu cinco torneios internacionais consecutivos, todos em duplas. Os bons resultados entre 97 e 99 fizeram com que melhorasse sua posição no ranking de simples e duplas: 160º e 89º, respectivamente.

"No tênis você tem pelo menos um grande desafio pela frente: superar a derrota na primeira rodada de um torneio. É sempre muito difícil, mas eu aprendi muito com isso."

Vanessa teve jogos difíceis, derrotas complicadas, mas vitórias marcante. Uma delas aconteceu em 1997, em um torneio em Manaus. Foram três horas e meia de um jogo exaustivo contra uma russa.

"Venci e, como prêmio, ganhei dez passagens, o que possibilitou viagens importantes para minha carreira", conta. O dinheiro veio a calhar.

Vanessa sempre teve dificuldades para conseguir patrocínio para os torneios. Todos os prêmios que conquistou investiu na carreira. "Na Europa é diferente do Brasil. Lá, os tenistas têm patrocínio, e os torneios acontecem a semana inteira. Como eu não tinha dinheiro, ficava três meses fora para aproveitar a passagem."

Vanessa também já jogou contra dois de seus maiores ídolos, a alemã Steffi Graf e o americano John McEnroe. Fazia dupla com o israelense Eyal Ran. Eles perderam, o jogo foi duro, mas lhe rendeu o respeito no circuito profissional.

Nem mesmo a solidão das viagens e as dificuldades da vida de tenista a fizeram desistir da carreira. No circuito profissional, fez amigos como os tenistas Gustavo Kuerten e Fernando Meligeni, e namorados como o argentino Gaston Gaudio. Também teve um affair com o espanhol Carlos Moya.

"É uma vida muito solitária, você viaja sozinha, muitas vezes de trem e ônibus, e quase nunca tem tempo de conhecer direito as cidades que visita."

A tenista herdou o gosto pelo esporte do pai, o publicitário Eduardo, um ex-jogador de tênis.

Ganhou sua primeira raquete aos 4 anos e, aos 6, jogou o primeiro campeonato juvenil.

Aos 15 anos, depois de vencer o primeiro torneio profissional em Brasília, decidiu ganhar o mundo e aprender tênis na Espanha. Passou dois anos longe da família. No retorno ao Brasil, ficou na ponte Jundiaí-São Paulo. Mas também morou no Rio de Janeiro, onde treinou com conceituado técnico Carlos Alberto Kirmayr.

A série de resultados no final dos anos 90 rendeu à tenista o convite para posar nua para a revista "Playboy", em 2001. "Fiz pelo dinheiro. Na época, consegui construir uma casa para minha família e tive muitas portas abertas", conta.

Refúgio
Quando não está imersa em suas aulas ou nos projetos sociais, ela gosta de curtir a família.

Em seu refúgio, gosta de cozinhar, comer, rever amigos e refletir sobre a vida. Namorado? Não. Vanessa está solteira, mas confiante.

"Quero casar, ter filhos, mas tudo ter a hora certa. Quero estar bem comigo mesma."

Raio-X
Nome: Vanessa Atra de Menga
Data de nascimento: 20/10/76
Signo: libra
Mãe: Rosana Paula S. Atra de Menga
Pai: Eduardo Augusto Menga
Irmãos: Alessandra e Guga Menga
Cidade onde nasceu: São Paulo
Altura: 1,73 m
Peso: 57 quilos
Olhos: verdes
Cabelos: castanho-claros
Hobby: cozinhar e comer
Cantora: Giorgia (italiana)
Filme: "Pat Adams"
Livro: "A Última Grande Lição", de Mitch Albom
O que mais a irrita: mentira, falsidade e corrupção
O que mais a deixa feliz: ver os olhos de cada criança do projeto brilhar
Estação do ano: primavera
Esporte: tênis, golfe e vôlei

Jundiaí em cena
Lugar preferido: minha casa
Do que mais gosta em Jundiaí: sair para tomar café com os irmãos
Do que menos gosta em Jundiaí: falta de incentivo por parte das pessoas

Fonte: BOM DIA Jundiaí (22/09/06)