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A nova fase de Vanessa Menga

No fundo de quadra, o olhar fixo à bolinha que vem em sua direção parece observar o futuro. Com a mesma batida forte de sempre, Vanessa Menga faz planos, enquanto mantém a forma. A musa do tênis nacional vai aproveitar a fama conquistada em mais de 20 anos de carreira para difundir seu esporte por aí. Vai bater bola com pode pagar e com quem nunca imaginou em jogar uma modalidade tão elitizada.

Apesar da pouca idade, está com apenas 27 anos, Vanessa Menga está encerrando uma carreira que, entre outros prêmios, garantiu uma medalha de ouro para o Brasil em duplas no Pan-Americano de Winnipeg (1999), ao lado de Joana Cortês.

Um acidente de moto, em maio do ano passado, na Itália, precipitou a reviravolta na carreira de Vanessa. A queda resultou a fratura de três ossos (dois no braço direito e um na clavícula) e meses de fisioterapia, que seguem até hoje.

Entre os exercícios para sua recuperação, aceitou um convite para dar clínicas a crianças carentes em Montes Claros-MG. Abraçou a idéia. Logo dará aulas na Escola Aprendiz, uma ONG comandada pelo jornalista Gilberto Dimenstein, em São Paulo. A própria tenista conseguiu junto à Wilson a doação de material esportivo para adaptar uma quadra poliesportiva comum em uma de mini-tênis.

Já levou o projeto para a Prefeitura de Jundiaí, mas não teve resposta e à Fundação Gol de Letra, dos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo.

Vanessa quer aproveitar a popularidade para massificar o tênis. Fama que ganhou, inclusive, quando posou nua para a revista Playboy, em 2000. Ela admite ser reconhecida por dois públicos diferentes: as pessoas que apreciam vê-la jogar e as que se lembram imediatamente da revista quando ouvem seu nome.

"Não me arrependo de ter posado nua. Tive apoio de minha família e com o que ganhei da revista comprei a casa onde moramos", complementa Vanessa, que voltou a se radicar em Jundiaí, após anos em São Paulo.

A popularidade, porém, não é suficiente para vencer as barreiras do tênis feminino no Brasil. "Sinto muita vontade de voltar a jogar, mas não existem torneios no País e é difícil encontrar alguém que ajude a patrocinar minha volta ao exterior."

Ao difundir o tênis, Vanessa pretende ajudar a quebrar estas barreiras e dar continuidade à massificação iniciada pelo tenista Gustavo Kuerten, o Guga. "Sem ele, a situação estaria bem pior", lamenta.

Matéria divulgada no Jornal de Jundiaí no dia 14/01/04.